Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Taxi Driver

Direção: Martin Scorsese
Duração: 113min

Uma vez, eu fiz um desses testes de internet. O tema teste era: "quem é o diretor de cinema da sua vida?". Fiquei curiosa, porém, não custa tentar. ( Mesmo não gostando desses testes, porque acho difícil decidir quem é a pessoa mais importante da minha vida. Em relação a diretores de cinema e autores, o amor não é exclusivo e nem monogâmico). 

Acreditei que seria o Bergman ou o Tarantino; pois, esses foram os diretores de cinema que mais filmes eu vi, mais me apaixonei e mais pensava sobre seus trabalhos. Entretanto, tive uma grande revelação, segundo esse teste de internet, o diretor de cinema que poderia dirigir um filme da minha vida; não era o pessimismo de Bergman; não era o humor cínico de Tarantino; o diretor era alguém que me era desconhecido, apenas o nome eu tinha conhecimento. A minha vida seria, portanto, um bom filme norte-americano, produzido por Martin Scorsese. 

Passei alguns meses com essa informação. Fiquei um tanto assim, meio assado. Como um diretor de cinema, que nunca vi, pode representar minha vida? Então, fiquei com o nome na minha cabeça. No dia seguinte, encontrei um amigo e ele me disse que tinha visto um filme de Martin Scorsese, contei-lhe, então, essa história. Eu, rindo, disse: " esse cara, nunca vi nenhum filme dele, mas o teste me disse que ele seria o melhor diretor para representar a minha vida?". Ele riu, eu também, mas abriu cada vez minha curiosidade, quando esse meu amigo me disse: " Taxi Driver é um bom filme, o enredo é bem simples, não tem nada de extraordinário. Você vai gostar, Bruna". 

Finalmente, ontem, conheci esse misterioso diretor de cinema que, segundo esse teste de internet, seria o melhor para representar a vida que eu vivi até esse momento. Por isso, faço questão de escrever minhas impressões do filme. 

O que me chamou atenção foi ver um Robert De Niro, jovem, magro e belo. O cenário com cores sombrias, preto e vermelho, de aparência suja e nojenta, a multidão vazia andando nas ruas; depois, um olhar doente, escondido, como se não quisesse ser visto, porém, através de breves flagrantes da câmara, podendo ser observado por nós. Ele observa a cidade, nós observamos aquele que é o observador. 

Atrás disso, há toda uma aparência de insanidade, uma luz vermelha, uma música agradável que acompanha os passos dessa personagem. Descobrimos, então, que essa figura se chama Travis, um homem que resolveu trabalhar de taxista, porque tinha insônia. A narração, ao fundo, é dele; são observações que ele faz e escreve num caderno com lápis. 

Uma criatura sozinha que busca conexões. Ele procura se comunicar com a moça que vende jujubas num cinema de rua, que vende filmes pornográficos, numa cidade suja e cheia de selvagens. Procura se comunicar com os outros taxistas. Até que, no meio do trabalho, Travis encontra a mulher intocável, Betsy, percebe que, talvez, poderia ter alguma comunicação possível; mas, descobre que ela é fria e distante, como todos os outros que conheceu. 

Retorna a violência, não consegue dormir. Finge que não está em lugar nenhum, não se importa com roubos, com prostitutas e com ninguém. Entrega-se a mediocridade, não consegue dormir, escreve que não é saudável, por isso, não procura saúde. Todos os dias, ele vê atos violentos, não se incomoda, não se importa com os outros. Porém, ele se sente sozinho, não dorme, trabalha mais e mais, não transa, não usa drogas e não se incomoda. Travis é um homem de vida banal, um homem que não se preocupa ser grande, aceita o medíocre. 

Até que ele conhece Íris, uma moça de doze anos, prostituta, que fugiu da casa dos pais e passou a viver com viciados e miseráveis. Numa noite, ela entra, assustada, no carro de Travis e pede para correr daí. Travis não age, fica calado. O cafetino agarra a menina força, amassa um nota de dólar e diz que está tudo bem, obrigando Íris sair do carro. Travis, mais uma vez, não age, fica calado. Guarda, então, a nota de dólar amassada, levando-a consigo para todos os lugares. Enfim, sendo obrigado a tomar uma decisão. 

Travis não é mais o mesmo depois dessa nota de dólar. Fico um pouco emocionada, pois, é um filme com cenário sujo e nojento, sufocante, como são as cidades grandes. É uma obra que fala de violência, de doença e de pessoas que procuram conexões, estão sozinhos e abandonados. Curiosamente, é um filme que também fala de bondade. Também fala de uma violência necessária, de uma conexão entre os selvagens, que é imprescindível, (os que sofrem reconhecem, logo, outros sofredores). Travis e Irís são selvagens que, logo, se comunicam, porque se reconhecem sozinhos. Betsy e Travis não se comunicam, porque Betsy não se percebe assim.  

A violência de Travis é oriunda de uma angústia, de um entendimento que ele poderia ter feito algo, quando não o fez. Ele não é um herói, é torto, é selvagem, é sozinho. A cena final mostra Travis, depois de fazer uma corrida com Betsy, até a sua casa, retornando para uma visitação solitária numa cidade noturna e sem formas, apenas luzes e cartazes. De novo, sozinho, outra vez, buscando outra conexão. Algum traço de bondade humana, no meio de tanta sujeira e sangue, realmente, é um filme que poderia descrever um pouco da vida que eu tenho, um pouco da vida que acredito. 

domingo, 5 de outubro de 2014

Impressões do filme "Asas do desejo" (1987)

Direção: Wim Wenders
Trilha sonora: Jürgne Knieper
Roteiro: Peter Handke, Wim Wender, Richard Reitinger








Eu vi esse filme, quando tinha catorze anos, foi uma revolução na minha vida. Fiquei muito feliz de revê-lo e de ficar novamente surpreendida com esse trabalho.  Para mim, esse filme possibilitou a minha mudança radical pelo interesse nessa arte, modificou meus hábitos, meus pensamentos e, sem dúvida, introduziu-me à ideia que o cinema poderia ser uma obra de arte. Posso dizer que esse filme foi a melhor introdução para conhecer o mundo cinematográfico através de outro ponto de vista. 

Foi um espanto, porque logo reconheci os códigos de Asas do desejo num filme norte-americano, chamado Cidade dos Anjos. Os anjos caminhando na biblioteca, lendo pensamentos, apaixonados pela humanidade, vestidos de preto e melancólicos. Os dois filmes compartilham desses mesmos signos, porém, não são os signos que  vão fazer o filme ficar bom, nem mesmo a escolha do tema, mas o modo como são trabalhados e arrematados que vai dar densidade e profundidade. Não tive a menor dúvida, quando comparei Cidades dos Anjos com Asas do desejo, são absolutamente incomparáveis. Cidades dos Anjos é um filme ruim. 


Asas do desejo

O filme inicia com um anjo sobre um prédio. Esse anjo está vestido com um sobretudo preto, cabisbaixo (como se carregasse o mundo inteiro em suas costas), melancólico, a cabeça baixa olhando para as pessoas que passam pelo trânsito de Berlim. Após minutos, aparece duas asas rapidamente, que somem depois, ele começa a caminhar entre os homens, anotando cada momento e situações que o anjo percebe no meio do caminho. Essa cena é fundamental, porque introduz algo que nos parece estranho; os anjos também sentem melancolia. Antes de tudo, há uma voz que fala sobre a experiência desse anjo melancólico, esse narrador constantemente vai repetir a frase: "quando uma criança era criança, fazia perguntas como: 'quem sou eu? Por que estou aqui? Quando o tempo termina e onde começa o espaço? Será que essa vida sob o sol é um sonho'". 

Essa narração vai mudar ao longo do filme, porque o fio condutor é a imagem do anjo melancólico que caminha entre os homens e sente inveja deles. A cena que demonstra esse sentimento nos anjos, é o diálogo, entre o anjo melancólico, Damiel (interpretado por Bruno Ganz), e Cassiel (interpretado por Otto Sander), que será a respeito das suas anotações que fizeram da vida dos humanos. Cassiel faz uma lista de situações boas e ruins que viu no meio do caminho. Damiel faz as mesmas observações, mas inclui observações a respeito da existência espiritual, ele diz que é maravilhoso saber e pairar sobre a humanidade, entretanto, gostaria de ver o mundo através do olhar de um ser humano, gostaria de sentir calor, o peso do corpo, ser cumprimentado, ter direito a maldade e o entusiasmo, sentir dor, ser selvagem. 

Ao fazer essas observações, os dois anjos voltam a pairar sobre a humanidade. Damiel encontra um circo, onde vai ver pela primeira vez a personagem Marion, uma bela trapezista. O circo está prestes a fechar as portas, porque os donos não conseguem pagar água e eletricidade. Marion, no meio do ensaio, pensa abandonar o circo, voltar ao trabalho de garçonete, ela está vivendo um momento de crise que precisa tomar uma decisão. Damiel lê os pensamentos dela, mas fica fascinado mesmo pela beleza de uma mulher humana. Marion está vestida de anjo, com grandes asas, fazendo movimentos leves no trapézio, expressando um olhar melancólico, mostrando sinais de desistência. Damiel enxerga o mundo como um anjo. Esse é o primeiro momento que mostra as diferenças de olhares. Os humanos enxergam o mundo com cores; ao contrário, as entidades espirituais veem o mundo em preto e branco. 

As pessoas do circo gritam: "olha! É um anjo passando...". Damiel pensa que alguém o viu, engana-se, o anjo era Marion. A bela trapezista, perdida em seus pensamentos, não ouve a cantada que fizeram para chamar atenção dela, continue firme em direção ao seu quarto. Fica muitos minutos em silêncio, alguém começa tocar uma música triste na sanfona. Marion vai ao quarto e coloca um disco com músicas modernas. Ela pensa nas possibilidades futuras, na decisão de abandonar o circo, na dualidade que é conversar consigo própria. Damiel escuta fascinado pela figura humana. A bela trapezista fica nua, mostra o seu corpo, como se estivesse sensualizando para alguém, amando-se; o anjo que não é visto e está aí, sente imediatamente desejo de amar como os humanos e deseja tocá-la. 

Cassiel caminha por Berlim, percebe que está cheio de ruínas. Pensa que a alma humana está muito amargurada, infestada de pensamentos de angústia, tristeza e melancolia, não consegue imaginar que a vida humana seja melhor que a vida dos anjos, mesmo invejando-a. Ele pensa em suicídio, não consegue morrer como anjo e não deseja morrer como humano. Tentar salvar um jovem suicida que está disposto a acabar com a sua vida, não consegue, aumentando ainda mais o seu pessimismo e mal estar no mundo. 

Após uma conversa com um desenhista, Damiel decide abandonar a vida como anjo. Esse desenhista explica as delícias da vida humana, como é gostoso sentir frio, fumar, tomar café, sentir o peso e etc; ele estende a mão, propondo amizade ao anjo melancólico. Damiel aceita, logo em seguida, conta essa novidade para Cassiel, ele diz: "vou fazer o mergulho, vou desistir de ser anjo e virar homem". Cassiel respeita a decisão, mas permanece anjo. 

Quando Damiel cai. O mundo se transforma, ele passa a enxergar as coisas com um olhar de humano. Sente dor, o gosto do sangue, percebe as cores que estão em volta. Imediatamente, vende a armadura, consegue duzentos dólares, compra roupas novas para procurar a trapezista. Não consegue encontrá-la, conversa com algumas crianças e diz que está doente de saudades. Esse é o primeiro sentimento de frustação humana que Damiel sente. 

Ele encontra Marion num Show de rock. A importância desse momento que ele é surpreendido pelo espanto, é o que transforma Damiel completamente em humano, dizendo que não se arrependeu em abandonar a sua existência espiritual. No final, o espectador entende que ele escreve esse processo de abandonar a sua vida anjo para se transformar cada vez mais em humano. Damiel faz a narração da sua história. 


A inveja dos anjos

A eternidade é um fardo para os anjos nesse filme. Em nenhum momento, Damiel abandona a sua condição de anjo somente por conta da trapezista. Essa decisão é tomada, pois ele percebe que a existência espiritual é absolutamente tediosa. Ele deseja uma vida igual aos humanos, pois sente um vazio ao perceber que é um anjo sem história, sem sofrimentos e sem direito à maldade. Ele deseja sentir o agora, fazer uma história e ser selvagem. 

A trapezista é um motivo que alimenta mais essa decisão, mas não é o principal motivo que move Damiel a tomar essa decisão. O anjo é uma figura que vive além do tempo, não tem corpo, não tem dúvidas e não tem sexo. Essa é uma diferença crucial entre "Cidades dos Anjos" e "Asas do desejo". O anjo do primeiro filme abandona a sua existência espiritual por conta da mulher, somente por causa do amor que sente por uma mulher humana. Damiel percebe as suas vantagens em ser uma entidade espiritual, por isso, a decisão não é fácil. 

No filme, Damiel observa constantemente figuras de artistas, possivelmente, porque eles são antenas do mundo. Eu tenho a vaga impressão que se Walter Bejamin estivesse vivo, ele escreveria sobre esse filme; pois, a Alemanha, que os anjos percorrem, é a mesma Alemanha arruinada pela Guerra, pelas mortes e por Auschwitz. É um filme que mostra artistas que também pensam abandonar essa condição, que mostra a dificuldade de continuar escrevendo poesia, mostra homens amargurados e irreconhecíveis, procurando algum espaço que ainda conta alguma história da infância deles. 

Assim, a contradição está nos anjos, mas também está nos homens, que, ao mesmo tempo, são belos e horríveis. São capazes de criar coisas devastadoramente maravilhosas, entretanto, criam máquinas de mortes, guerras desnecessárias, segregação e depressão. Os anjos sentem empatia pelos homens, porque percebem um vazio neles, encontram um lugar, onde eles podem compartilhar algum desconhecimento, algum fracasso. Nos homens, a dúvida da vida após a morte, o desconhecimento absoluto sobre a eternidade; nos anjos, a vida dentro da vida, o desconhecimento da efemeridade, do viver aqui e agora. 



terça-feira, 23 de setembro de 2014

LUCY (2014)


Direção: Luc Besson
Nacionalidade: França
Duração: 1h29min
Elenco: Scarlett Johasson, Morgan Freeman, Ming-Sin Choi, Amr  Waked, Pilou Asbaek e etc.


Uma pessoa usa 10% de sua capacidade cerebral, imagine se uma pessoa usasse 100%? O que poderia acontecer? Esse filme usa isso como a preposição fundamental para orientar o enredo. O filme, inicialmente, possui dois momentos paralelos. Uma palestra com Professor Norman (Morgan Freeman), explicando detalhes da tese, que ele trabalhou por 20 anos, sobre o desenvolvimento cerebral dos seres humanos até 20%. E uma discussão entre dois jovens na frente de um edifício empresarial, Richard (Pilou Asbaek) obriga Lucy (Scarlett Joahsson) entregar drogas para uma máfia coreana. Richard é assassinado na frente do edifício. Lucy é obrigada a traficar drogas dentro do estômago. 

Essa droga não possui um efeito comum de outras drogas. Ao ser absorvida, ela promove a mesma energia do nascimento, aumentando as conexões do cérebro e, portanto, subindo a capacidade cerebral. Lucy deixa de ser uma mulher inocente, que frequentava balada e tinha algumas bebedeiras, para se transformar numa heroína durona e incapaz de sentir medo. É uma mistura de Nikita, Kill Bill e outras mulheres fantásticas do cinema. Com o resto meigo e angelical da atriz Scarlett Johasson, a heroína é capaz de fazer atos inimagináveis, sangrentos e apáticos. Até risíveis. Ela vira uma assassina sagaz, uma super intelectual capaz de alcançar conhecimentos com rapidez e precisão, uma mutante poderosa ( tipo filmes do X-men) e etc. Lucy é uma mistura de vários heróis. 

O que chama atenção do filme. É a arrogância da modernidade, de colocar o homem no centro do universo. Uma valorização estupenda do indivíduo em relação ao coletivo. Uma mente, complemente desenvolvida, é capaz de transformar a realidade. Entender o conhecimento da via láctea e do planeta acumulado por bilhões e bilhões de anos, viajar no tempo e no espaço, enganar o tempo e a morte, não sentir medo, paixões e afetações. É uma mulher capaz de ter as mesmas possibilidades da natureza. Ela cria, não é constrangida por ninguém e por nada. 

De certa maneira, é uma valorização e uma ode ao deus do liberalismo, a abstração da ética. Uma pessoa, completamente livre, é capaz de realizar qualquer coisa sem obstáculo ou impedimento moral. A natureza é completamente livre, ela não age de acordo com as leis dos homens, não tem religião, não tem moral, não escolhe quem vai morrer por conta da economia. Não é possível negociar com a natureza, a transformação dela envolve morte, às vezes, de alguns seres humanos. E o desenvolvimento da humanidade e da tecnologia envolve morte e destruição da natureza. Não é possível um acordo entre essas partes. Ou é um, ou é outro. 

Lucy é uma figura de oposição radical ao povo. O destino dela é desaparecer no final do filme. Deixando nas mãos dos cientistas, o conhecimento que acumulou na experiência de viver uma vida completamente livre dos anseios e temores de uma consciência humana primitiva. O legado dela é compilado em um simples pen drive. Assim, fazendo-se desaparecer, transformando-se em matéria. 

Destaque para cena que Lucy faz uma ligação para mãe. Dizendo que se lembra de tudo, de todos os beijos que ela recebeu da mãe quando era bebê, do gosto do leite materno, do pelo macio do gato que ela sentia próximo (essa era uma memória da infância muito remota). A mãe fica surpreendida, dizendo que essas lembranças não poderiam ser imagináveis. Lucy não sente nenhum constrangimento pela autoridade maternal, é uma corpo que se sustenta por si mesmo, não necessidade de nada além de si. 

Também vou destacar uma fala dessa heroína. Quando Lucy ameaça o chefe da máfia (Ming-Sin Choi): "o processo de aprendizagem é doloroso. Imagine os ossos crescendo no seu corpo. Eu sou capaz de lembrar o barulho dos ossos, é dolorido. Antes eu ficava pensando quem sou eu, o que eu vim fazer aqui. Não sabia que o que me caracterizava humana, era justamente o que me fazia primitiva". Lucy tinha cravado duas facas nas mãos do chefe da máfia, enquanto dizia: "você, por exemplo, você não é nada mais além do que a dor que está sentido nas mãos". 

É um filme de ficção científica, que particularmente, possui enredo bem simples. Ideias criticáveis. Entretanto, foi bem feito. Eu gostei. Existem momentos que, realmente, são bem bonitos no filme. As duas cenas, que eu destaquei, merecem um elogio. Me parece, às vezes, a sensação que eu tenho de alguns católicos. Jesus Cristo, para os cristãos, era um ser humano que tinha uma consciência iluminada e era oposta a qualquer um, ele morreu, foi crucificado e ressuscitou. O que ele deixou? Os ensinamos orais deles escritos por outros apóstolos no Antigo Testamento. Depois de todo esse conhecimento, Jesus morre e diz: "toma, agora é a vez de vocês". Lucy faz a mesma coisa, copila todo o conhecimento acumulado e diz: "toma, cientistas, agora vocês têm que ver o que farão com esse conhecimento todo". Obviamente, como tudo pode ser interpretado, pode ter milhares de explicações do universo e gerar centenas de possibilidades de conflito. Um outro filme interessante seria ver o que os cientistas fizeram depois de Lucy.